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Sistema para pizzaria: o checklist antes de assinar qualquer um
· 7 min de leitura
Antes de assinar, peça ao vendedor para cadastrar na sua frente a sua pizza mais complicada: uma grande meio a meio, com um sabor mais caro que o outro, borda recheada e a observação "sem cebola de um lado". Se ele travar nesse teste, o resto da demonstração não importa. Pizza tem quatro pontos que quase nenhum sistema genérico trata bem — meio a meio, grade de tamanhos, borda como adicional e sabor que acaba no meio da noite — e é por eles que o checklist começa.
Como o sistema calcula o preço do meio a meio?
É a primeira pergunta e a mais cara. Numa pizzaria hipotética com a calabresa grande a R$ 55,00 e a portuguesa grande a R$ 69,00, trocar a regra de preço da metade muda R$ 7,00 por pizza. Num sábado com 40 pedidos meio a meio, são R$ 280,00 numa noite só.
A pergunta do checklist é uma: qual regra de preço da metade o sistema usa, e dá para trocar? Se ele escolhe por você e não deixa mudar, você vai discutir preço na porta com o motoboy. As regras que existem e a conta de cada uma estão em pedidos de pizzaria com meio a meio.
Dá para cobrar preço diferente por sabor em cada tamanho?
Muita pizzaria trabalha com uma grade: a marguerita G não custa o mesmo que a portuguesa G, e a diferença entre P, M e G não é uma porcentagem fixa. Sistema que só aceita "preço do produto + acréscimo por tamanho" força você a arredondar tudo e perder margem nos sabores caros. Pergunte:
- Consigo cadastrar uma grade sabor por tamanho, com preço próprio em cada célula?
- Um sabor que só existe na G — consigo deixar indisponível em P e M?
- No reajuste, dá para mudar a coluna inteira do tamanho G de uma vez, ou é produto por produto? (Com 40 sabores, é a diferença entre 5 minutos e uma tarde.)
Se a grade ainda não está fechada, como precificar pizza por tamanho mostra como montar a tabela antes de cadastrar.
Borda recheada é adicional ou vira outro produto?
Se a resposta for "cadastra uma pizza nova chamada calabresa com borda de catupiry", saia correndo: seu cardápio dobra de tamanho e a manutenção vira inviável. Borda tem que ser adicional preso ao produto. É no detalhe que os sistemas se separam:
| Pergunta | Resposta que tranquiliza | Sinal de alerta |
|---|---|---|
| O adicional pode ter preço por tamanho? | Borda na P custa menos que na G | Preço único para todo tamanho |
| Dá para limitar quantas opções o cliente marca, e tornar o grupo obrigatório? | Mínimo e máximo por grupo | Pedido chega com 6 bordas ou sem tamanho |
| Cabe observação livre do cliente? | "sem cebola" vai junto na comanda | Só campo de texto no fim do pedido |
| Em meio a meio, o adicional vale para a pizza toda? | Regra clara e visível | Ninguém sabe explicar |
O sabor acabou às 21h. Em quantos toques ele some do cardápio?
Acabou a mussarela de búfala no meio do sábado. A pergunta certa não é "dá para tirar do ar?" — todo sistema faz isso. É: em quantos toques, de qual aparelho e quem pode fazer?
Peça para o vendedor mostrar pelo celular, não pelo notebook dele. Se depender de abrir computador e salvar em três telas, ninguém faz no pico — e a casa continua vendendo o que não tem. Pergunte também se o balconista pausa um item sem a senha do dono.
A comanda sai sozinha na cozinha ou alguém precisa gritar o pedido?
Pizzaria em noite cheia não comporta pedido lido em voz alta. Vale perguntar:
- Como a impressora conecta? Precisa de programa num computador, é de rede, ou o sistema só mostra na tela?
- A comanda sai automática quando o pedido entra, ou alguém clica em imprimir?
- Dá para separar impressora por setor — forno, chapa, bar, balcão — mandando para cada uma só a parte do pedido que é dela?
- Dá para escolher quando cada comanda dispara e se ela vale para delivery, salão ou os dois?
- Se chegarem três pedidos no mesmo minuto, sai tudo? E se sair repetido? Quantas vias?
Se a sua casa é mais de cozinha e menos de balcão, vale ler comanda impressa ou KDS antes de decidir se você precisa mesmo de tela na cozinha.
E se a internet cair no meio do sábado?
Aqui o vendedor costuma ser vago, então force a resposta. Cardápio online depende de conexão — inclusive o Alinhafood. Sem internet, o cliente não abre o cardápio, o painel não carrega e a impressão automática para junto, porque ela depende do programa no computador falando com o servidor. Isso é característica do modelo, não defeito de marca; desconfie de quem promete que "funciona tudo offline" sem explicar o quê.
Perguntas concretas: quando a internet volta, algo se perde ou duplica? O caixa consegue fechar a noite depois, sem retrabalho?
E tenha o plano da casa pronto: um chip de dados no celular do caixa e um bloco de papel escrito à mão na gaveta. Comanda impressa não é plano B — se a internet cai, ela cai junto.
O que o contrato cobra além da mensalidade?
A mensalidade quase nunca é o custo total. Pergunte por escrito:
- Tem taxa de adesão, implantação ou treinamento?
- Tem fidelidade de 12 meses e multa se eu sair antes?
- Cobra por usuário, por terminal ou por impressora adicional?
- Tem comissão ou percentual sobre as vendas por cima da mensalidade?
- O sistema emite nota fiscal de venda? Se não emite, o que ele faz com nota — só a entrada da compra do fornecedor?
- Como e quando o preço reajusta?
Se você também vende em marketplace, monte a conta com o seu número: a comissão do seu contrato multiplicada pelo faturamento daquele canal no mês passado. É esse valor que se compara com uma mensalidade fixa — quanto custa um sistema para restaurante e quanto custa vender no iFood ajudam.
De quem é o cadastro dos meus clientes?
O ativo mais valioso que o sistema acumula é a sua base: telefone, endereço, histórico do que cada cliente pede. Pergunte antes de assinar, não depois: consigo exportar essa base e em que formato? Se eu cancelar, por quanto tempo consigo baixar os dados? A empresa usa esses contatos para divulgar outras lojas?
E o dinheiro: no Pix, a chave é a minha? Isso muda o seu fluxo de caixa — sistema que processa o pagamento retém e repassa depois; sistema que só gera o código com a sua chave não encosta no dinheiro.
E no Alinhafood, como isso funciona?
Respondendo o mesmo checklist, sem enfeite.
Meio a meio. São três regras de preço da metade: "Metade de cada preço" (proporcional), "Cobrar o sabor mais caro" e "Média dos dois preços". A escolha é sua e é feita por categoria, na tela de cadastro da categoria — a categoria de salgadas pode seguir uma regra e a de doces, outra. Categoria nova nasce em "Metade de cada preço", que é também a única que respeita o valor de "Meia por" cadastrado em cada sabor.
Tamanhos, borda e adicionais. Grade de sabor por tamanho, adicional com preço próprio por tamanho, grupo obrigatório e observação livre do cliente entram já no plano Básico, junto com cardápio digital, PDV, caixa, zonas de entrega e impressão de comanda. Salão, mesas, app do garçom, KDS e o pré-atendimento por WhatsApp ficam no Profissional.
Impressora por setor. Sim. A loja cadastra quantos setores quiser — forno, chapa, bar, balcão — cada um com a sua impressora, e define por categoria de produto o que vai para cada setor, com exceção por produto quando um item foge da regra da categoria. Cada setor tem a própria largura de papel, número de vias, se imprime o pedido inteiro ou só a parte dele, quando dispara (ao aceitar, ao preparar, ao ficar pronto ou manual) e para qual canal vale: delivery, salão ou os dois. A impressão automática exige um programa instalado num computador Windows ligado à impressora.
Nota fiscal. Não emite. O Alinhafood não emite NFC-e nem nota de venda ao consumidor — para isso é preciso um emissor à parte. O módulo de NF-e que existe é de entrada: lê o XML da nota do fornecedor para lançar a compra no estoque e no financeiro. O assunto está em emitir nota fiscal no restaurante.
Contrato. Sem taxa de adesão, sem fidelidade e sem multa, cobrança por Pix a cada ciclo e nenhuma comissão sobre as suas vendas — os valores dos dois planos estão em planos.
O que ele não faz, porque isso também é checklist: não integra com iFood, Rappi ou qualquer marketplace; não tem aplicativo próprio para o cliente baixar (abre no navegador); e não processa pagamento — no Pix o código sai da chave da sua loja e o dinheiro cai direto na sua conta, e o cartão é passado na maquininha da casa.
Use este checklist com quem você estiver avaliando, seja quem for. Para testar com o seu cardápio de verdade, o teste de 7 dias não pede cartão.