Blog

Como receber pedido de pizzaria no WhatsApp sem errar o meio a meio

· 7 min de leitura

O erro do meio a meio quase nunca nasce na cozinha: nasce na conversa. "Meio calabresa meio portuguesa, grande, com borda" é uma frase — e frase não tem campo de tamanho, não tem regra de preço e não tem lugar para a observação. A saída é parar de receber pizza em texto livre: o WhatsApp segue como porta de entrada, mas quem escolhe tamanho, sabores, borda e adicional é o cliente, dentro do cardápio, onde cada opção é um botão e o preço já sai calculado pela regra que você definiu.

Este texto explica as três regras de preço, com os nomes que aparecem na tela do Alinhafood, mostra a conta de cada uma numa calabresa com portuguesa e lista o que cadastrar antes do próximo sábado.

Por que o meio a meio erra mais que qualquer outro item do cardápio?

É o único item em que seis decisões viajam na mesma frase: tamanho, os dois sabores, borda, adicional e observação. No texto livre, qualquer uma pode faltar — e nenhuma reaparece depois que a pizza entra no forno. Os erros são sempre os mesmos:

  • O tamanho some. "Meio calabresa meio portuguesa" sem tamanho. O atendente assume grande porque é o que mais sai, e a família pediu média.
  • A borda fica pela metade. "Com borda" — de catupiry ou de cheddar? Na pizza inteira ou só na metade da calabresa? Ninguém faz essa segunda pergunta no pico.
  • O preço sai da cabeça de quem digita. Dois atendentes, duas contas, a mesma pizza com dois preços no mesmo sábado.
  • A observação morre no papo. O "sem cebola" chega na terceira mensagem, depois do pedido lançado.

Nada disso é falta de atenção: às 20h30 de sábado, com o forno cheio, ninguém relê quinze mensagens para conferir de qual metade era a borda.

Quais são as três regras de preço do meio a meio?

São três, e só três. Os nomes abaixo são os que o Alinhafood usa na tela — em outro sistema o rótulo muda, a conta é a mesma:

  1. Metade de cada preço (a proporcional). Cada metade paga metade do preço do próprio sabor: (55 ÷ 2) + (69 ÷ 2). É a única que respeita o campo "Meia por" — o valor que você cadastra para a metade de um sabor quando ela não vale exatamente metade da inteira.
  2. Cobrar o sabor mais caro. A pizza sai pelo valor do sabor de maior preço entre os dois. A metade barata não abate nada e o "Meia por" é ignorado.
  3. Média dos dois preços. Soma os dois e divide por dois. Com duas metades dá exatamente o mesmo número que "metade de cada preço" — a diferença é que ignora o "Meia por".

Duas consequências: como a média e a proporcional chegam ao mesmo valor numa pizza de dois sabores, a decisão que mexe em dinheiro é uma só — cobrar o mais caro ou dividir. E não existe regra do "sabor principal" nem "vale o primeiro sabor escolhido": isso é lenda de balcão e não pode virar preço, porque ninguém aceita pagar mais caro por ter tocado primeiro no botão errado.

Quanto muda no preço da calabresa com portuguesa?

Exemplo hipotético. Pizza grande, calabresa a R$ 55,00 e portuguesa a R$ 69,00:

RegraContaPreço da pizza
Cobrar o sabor mais caromaior entre 55,00 e 69,00R$ 69,00
Metade de cada preço(55,00 ÷ 2) + (69,00 ÷ 2)R$ 62,00
Média dos dois preços(55,00 + 69,00) ÷ 2R$ 62,00

A borda é um adicional da pizza inteira, então entra depois do cálculo. Com catupiry a R$ 12,00, a pizza sai a R$ 81,00 pela regra do sabor mais caro e a R$ 74,00 pelas outras duas.

Existe ainda uma taxa por dividir: um valor fixo, opcional, somado uma única vez quando o cliente escolhe dois sabores. Se você não cobra nada a mais por dividir, ela fica zerada e some da conta.

São R$ 7,00 de diferença por pizza entre cobrar o mais caro e dividir. Num sábado com 40 pedidos meio a meio, R$ 280,00 naquela noite — cerca de R$ 1.120,00 em quatro sábados assim. Não é decisão para sair no improviso de quem está atendendo. O preço base de cada tamanho é outra conta, e vem antes desta: está em como precificar pizza por tamanho.

Qual das três protege melhor a margem?

A do sabor mais caro protege a margem e é simples de defender: o cliente entende a frase na hora. Metade de cada preço costuma vender mais meio a meio, porque o cliente não sente que está sendo punido por misturar — e é a única que deixa você ajustar a metade sabor a sabor pelo "Meia por". Se todos os sabores custam quase o mesmo, a escolha quase não importa; se há sabor de R$ 45 e de R$ 89 no mesmo cardápio, ela vale centenas de reais por mês.

O que não é opcional: a regra tem que ser a mesma em todos os canais — cardápio, balcão, salão e telefone. Se o cliente paga R$ 62,00 pelo link e R$ 69,00 quando liga, ele descobre, e a próxima conversa começa com uma reclamação.

O mesmo vale dentro do cardápio: se a segunda metade pode vir de outra categoria, as duas precisam usar a mesma regra — senão a mesma pizza teria dois valores, decididos por qual metade o cliente tocou primeiro.

E a borda, o adicional e a observação — onde eles entram?

Cada um precisa ser um campo, não uma frase solta:

  • Borda: lista de opções com preço (sem borda, catupiry, cheddar), não texto. Diga no cardápio se ela vale para a pizza inteira.
  • Adicional: bacon extra, azeitona, dobro de queijo. No meio a meio ele precisa dizer em qual metade — no texto livre ninguém informa e a cozinha chuta.
  • Observação: "sem cebola", "bem assada", "cortar em 12". Sai impressa na comanda, não fica no histórico do WhatsApp.
  • Sabor em falta: se acabou a calabresa, tire o sabor do ar, em vez de avisar cliente por cliente.

Como o cliente monta o meio a meio sozinho?

A sequência é sempre a mesma, e é ela que elimina o erro:

  1. Escolhe o tamanho primeiro — assim só aparecem sabores que existem naquele tamanho.
  2. Escolhe quantos sabores quer, dentro do limite daquele tamanho, e cada sabor de uma lista, sem digitar nada.
  3. Escolhe borda e adicionais, com o preço aparecendo na tela, e escreve a observação num campo próprio.
  4. O carrinho mostra o preço já calculado pela sua regra de meio a meio.

O pedido chega pronto: itens, metades, borda, adicionais, observação, endereço e pagamento. Ninguém redigita e ninguém interpreta. Se você ainda não tem cardápio online, o caminho está em como montar um cardápio digital com QR Code.

O WhatsApp não sai da operação: deixa de ser o formulário e vira a porta de entrada, que recebe a primeira mensagem e manda o link — desenho detalhado em como automatizar os pedidos do WhatsApp.

O que conferir no seu cardápio antes do próximo sábado?

Vale para quem usa qualquer sistema, ou nenhum:

  • Todos os tamanhos cadastrados, com o preço de cada sabor em cada tamanho.
  • Uma regra de meio a meio escolhida e visível para o cliente — a mesma no cardápio, no balcão, no salão e no telefone.
  • Limite de sabores por tamanho (broto 1, média 2, grande 2).
  • Bordas como lista de opções com preço, nunca como observação; adicionais com indicação de metade.

Onde o Alinhafood entra nisso?

No Alinhafood, a regra de preço se escolhe por categoria, na tela de cadastro da categoria — não é uma chave geral da loja. São as três, com estes nomes: "Metade de cada preço", que já vem marcada em toda categoria nova e é a única que respeita o "Meia por" do sabor; "Cobrar o sabor mais caro"; e "Média dos dois preços". Na mesma tela ficam a taxa opcional por dividir e de quais outras categorias pode vir a segunda metade, sempre no mesmo tamanho — e o sistema barra a mistura entre categorias com regras diferentes.

Cardápio com tamanhos, meio a meio, modificadores e adicionais está no plano Básico, R$ 99,90 por mês. O pedido cai no painel em tempo real e a comanda sai na impressora do setor que você definir por categoria — forno, chapa, bar, balcão —, com a via inteira ou só a parte daquele setor. O pré-atendimento pelo WhatsApp e os avisos de status são do Profissional, R$ 179,90 por mês: o robô manda o link e avisa a cada mudança de status, mas não fecha o pedido na conversa. O Pix é gerado pela chave da própria pizzaria e o cartão é pago na maquininha da loja. Mensalidade fixa, sem comissão por pedido.

O resto da operação — fila do forno, salão e balcão — está em sistema para pizzaria. Para comparar os planos, veja planos; o teste é de 7 dias sem cartão, pelo cadastro.

Quer ver isso funcionando no seu cardápio?

O teste do Alinhafood dura 7 dias e não pede cartão.

Criar cardápio grátis

← Ver todos os artigos