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Quanto custa um sistema de gestão para restaurante no Brasil
· 7 min de leitura
Sistema de gestão para restaurante no Brasil é cobrado basicamente de três jeitos: mensalidade fixa, mensalidade fixa mais cobranças avulsas (implantação, terminal extra, suporte em plano à parte) ou percentual sobre cada venda. O número que aparece na página de preços é quase sempre só o primeiro pedaço — o que decide se cabe no seu caixa é o custo total do primeiro ano. Como referência de faixa, o Alinhafood custa R$ 99,90 ou R$ 179,90 por mês, sem taxa de adesão e sem comissão por pedido.
Abaixo, como montar essa conta com qualquer fornecedor — inclusive o que você usa hoje.
Por que a mensalidade anunciada quase nunca é o que você paga?
Porque a vitrine mostra o preço de entrada, e a operação de um restaurante quase nunca cabe no plano de entrada. O caixa da frente é um terminal, o computador da cozinha é outro. A impressora precisa de instalação, a equipe precisa aprender a mexer. Cada item desses pode virar uma linha separada na proposta.
Isso não é armadilha, é modelo de negócio. O problema é comparar vitrine com vitrine e achar que comparou alguma coisa.
Quais custos entram além da mensalidade?
Vale perguntar item por item, por escrito, antes de assinar:
- Taxa de implantação (setup). Cobrança única para configurar cardápio, impressoras e usuários. Pode ser isenta em campanha e voltar no contrato.
- Treinamento. Às vezes incluso, às vezes por hora, às vezes só a primeira sessão.
- Terminal ou PDV adicional. Muito comum: o plano cobre uma máquina e cada ponto extra tem valor mensal próprio. Um restaurante com caixa, cozinha e balcão pode ter três.
- Loja adicional. Se você tem duas unidades, confirme se é uma assinatura por CNPJ, por endereço ou por loja no sistema.
- Módulos vendidos à parte. Cardápio digital, fidelidade, controle financeiro e monitor de cozinha às vezes são pacotes separados do "sistema".
- Suporte. Pergunte o que está incluído: horário, canal (telefone, WhatsApp, e-mail) e se atendimento prioritário é um plano acima.
- Equipamento. Impressora térmica, gaveta, leitor, computador. Não é custo do software, mas entra no projeto e some da conta na hora de decidir.
Como a comissão por pedido muda a conta?
Marketplaces de delivery cobram um percentual sobre a venda. É público e é um modelo legítimo, mas se comporta diferente de uma mensalidade: quanto melhor o seu mês, mais caro ele fica.
A taxa varia por plano, por praça e por contrato, então não adianta eu chutar. Faça com o número do seu contrato:
taxa do contrato × faturamento mensal naquele canal = quanto você paga por mês
Exemplo ilustrativo, com números inventados só para a conta fechar: uma hamburgueria hipotética faz 900 pedidos por mês pelo canal, com ticket médio de R$ 55 — R$ 49.500 de faturamento. Nesse cenário, cada 1% de taxa vale R$ 495 por mês; cada 10%, R$ 4.950. Pegue o percentual do seu contrato e multiplique. Repare no comportamento: no mês fraco a comissão cai junto, no mês bom ela sobe sem teto — enquanto a mensalidade fixa não se mexe quando o sábado é ótimo.
Marketplace não é ruim: ele traz cliente que você não tinha. Só são custos de naturezas diferentes — um é aquisição de cliente, o outro é infraestrutura da operação. Se essa é a sua dúvida principal, vale ler quanto custa vender no iFood e delivery próprio ou marketplace.
Como montar a conta do primeiro ano?
Some tudo o que sai do caixa nos 12 primeiros meses, não a mensalidade. Uma planilha de três colunas resolve: fornecedor A, fornecedor B e o que você usa hoje.
| Linha | Como calcular |
|---|---|
| Mensalidade base | valor × 12 (ou o preço anual à vista) |
| Terminais extras | valor por ponto × quantidade × 12 |
| Implantação | cobrança única |
| Treinamento | horas contratadas |
| Suporte fora do plano | mensal × 12 |
| Módulos separados | mensal × 12 |
| Comissão | taxa × faturamento do canal × 12 |
| Multa de cancelamento | o que você paga se sair no mês 4 |
A última linha é a que quase ninguém preenche, e é a mais importante. Um sistema barato com fidelidade de 12 meses e multa pode sair mais caro que um sistema caro sem contrato, se não servir para a sua operação — e isso você só descobre depois de dois meses de uso real.
O que perguntar antes de assinar?
Seis perguntas curtas, todas com resposta por escrito:
- Tem fidelidade? Se sim, de quantos meses e qual a multa para sair antes.
- O preço anunciado cobre quantos terminais e quantas lojas?
- O que exatamente está incluído nesse plano e o que é módulo à parte.
- Como cancelo? Se a resposta envolve ligar, negociar e esperar retenção, isso é parte do custo.
- O sistema emite nota fiscal? É a primeira pergunta que todo dono faz ao vendedor de PDV, e é onde a resposta mais escorrega. Peça o nome do documento: NFC-e e nota de venda ao consumidor são uma coisa; leitura de XML de nota de entrada é outra, bem diferente. Pergunte também se a emissão está no plano ou é módulo pago. No Alinhafood a resposta é não: ele não emite nota de venda ao consumidor. O que existe é um módulo de NF-e de entrada — ele lê o XML da nota do seu fornecedor para lançar a compra no estoque e no financeiro. Se emissão fiscal é obrigatória para você, o assunto está em emitir nota fiscal no restaurante.
- Consigo testar com o meu cardápio antes de pagar? Demonstração guiada não é teste. Teste é você entrando no sábado à noite.
Uma dica prática: teste no pior horário, não no melhor. Um sistema que parece ótimo numa terça às 15h é outro às 12h30, com fila no balcão e o motoboy esperando a comanda sair. Se o assunto é o pico, este artigo trata só disso.
Quanto custa o Alinhafood?
Dois planos, com preço fechado:
| Plano | Mensal | Anual | Equivale a |
|---|---|---|---|
| Básico | R$ 99,90 | R$ 779,22 | R$ 64,94/mês |
| Profissional | R$ 179,90 | R$ 1.403,22 | R$ 116,94/mês |
A coluna anual é o total de um ano pago de uma vez, com 35% de desconto sobre os doze meses.
Antes de pagar, são 7 dias de teste sem cartão de crédito. Depois: sem taxa de adesão, sem fidelidade e sem multa de cancelamento. A cobrança é um Pix por ciclo, mensal ou anual, então não renovar é só não pagar a próxima fatura — sem ligação e sem retenção. E não existe comissão sobre as vendas: 900 pedidos ou 9.000, a fatura é a mesma. O Pix do cliente é gerado a partir da chave do próprio restaurante e cai direto na conta dele; cartão é pago na maquininha da loja. O Alinhafood não processa, não retém e não repassa nada.
O Básico inclui cardápio digital com link próprio e QR Code, pedidos em tempo real, PDV de balcão e delivery, abertura e fechamento de caixa, zonas e taxas de entrega, impressão automática de comanda, cupons, cadastro de clientes e relatório de entregas. O Profissional acrescenta salão e mesas, aplicativo do garçom, monitor de cozinha, equipe com múltiplos usuários, fidelidade, pré-atendimento e avisos de status pelo WhatsApp, ficha técnica e controle financeiro. A lista completa está em /planos, e o que cada tela faz na prática está em sistema para restaurante.
Um detalhe que pesa na comparação: a impressão não é só "cozinha e balcão". A loja cadastra quantos setores quiser — forno, chapa, bar, balcão —, cada um com a sua impressora, e define por categoria de produto (com exceção por produto) o que vai para cada um. Por setor dá para ajustar largura do papel, número de vias, se sai o pedido inteiro ou só a parte dele, quando dispara e para qual canal vale.
Três coisas que o Alinhafood não faz, para você não descobrir depois: ele não emite nota fiscal de venda ao consumidor, não integra com iFood, Rappi ou qualquer marketplace e não processa pagamento. A única integração existente é com impressora térmica, por um programa instalado num computador Windows ligado a ela; cardápio, painel e impressão automática dependem de internet.
O preço cabe na minha operação?
Um jeito rápido de sentir o peso é dividir a mensalidade pelo número de pedidos do mês. A mesma hamburgueria ilustrativa dos 900 pedidos, pagando R$ 99,90, gasta cerca de R$ 0,11 por pedido em sistema. Pagando R$ 179,90, cerca de R$ 0,20. Compare com o que um pedido errado custa: um combo refeito, um motoboy voltando ao mesmo endereço, uma comanda que não saiu.
Isso não prova que vale a pena — prova só a ordem de grandeza. A decisão vem do teste com o seu cardápio, no seu pico. Se quiser fazer essa conta com dados reais, dá para testar 7 dias sem cartão de crédito — sem adesão, sem fidelidade e sem multa se não servir —, e as dúvidas de configuração estão na central de ajuda.