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Delivery próprio ou marketplace: como decidir sem perder venda

· 7 min de leitura

Na maioria dos restaurantes a resposta certa não é escolher um dos dois: é decidir quanto do faturamento fica em cada canal. O marketplace é bom em achar cliente que nunca ouviu falar da sua loja; o canal próprio é bom em segurar o cliente que já provou e vai voltar. Quem desliga o aplicativo de uma vez costuma sentir a queda no mês seguinte, e quem vive só dele fica sem margem para errar.

Este texto é sobre a mistura: como saber a sua hoje e para onde empurrá-la. A conta de quanto custa a comissão está separada, em quanto custa vender no iFood.

O marketplace me traz cliente novo ou aluga o cliente que já é meu?

Essa é a pergunta que decide tudo, e ela tem resposta com os dados do próprio aplicativo. Baixe a lista de pedidos do último mês e separe em duas pilhas:

  • Primeiro pedido daquele cliente. Isso é aquisição. Você pagou por uma pessoa que não te conhecia.
  • Segundo, terceiro, décimo pedido. Isso é recompra. Você pagou por alguém que já sabia o caminho da sua cozinha.

A primeira pilha é verba de marketing e costuma valer a pena. A segunda é a que incomoda: você já entregou bem, o cliente já gostou, e a venda continua passando por um canal que não é seu.

Sem relatório fácil, pegue 100 pedidos e conte quantos endereços se repetem. Basta a ordem de grandeza.

Quanto do meu faturamento pode ficar em um canal só?

Exemplo hipotético, não é uma loja real. Uma hamburgueria com 900 pedidos no mês e ticket médio de R$ 55 fatura R$ 49.500. Se 70% vem do marketplace, são 630 pedidos e R$ 34.650 entrando por um canal cujas regras você não escreve.

O problema não é só o custo. É a dependência: uma mudança de cupom, de posição na vitrine ou de raio de entrega mexe em dois terços da receita, e você descobre depois.

O teste é direto: se o aplicativo saísse do ar por uma semana, quanto da sua receita continuaria entrando? Se a resposta for "quase nada", aquilo não é um canal da sua loja — é a sua loja inteira, hospedada em outro lugar.

O erro oposto é olhar esse número e desligar o app no dia seguinte. Aqueles 630 pedidos não migram todos: boa parte daquela gente é do aplicativo, não sua. Se você some da vitrine, quem aparece no lugar é o concorrente da esquina.

Como comparo dois custos que não se parecem?

Comissão e mensalidade não se comparam de cabeça: um sobe quando você vende mais, o outro não. Quem cresce no canal próprio dilui o custo fixo sozinho. E, ao montar a comparação, não pare na linha principal — isto costuma ficar de fora da planilha:

O que compõe o custoMarketplaceCanal próprio
Custo por vendaPercentual do contrato, sobe com o faturamentoNão existe
Mensalidade do sistemaConforme o planoFixa, não muda com o volume
Cupom e campanhaEm geral bancado pela lojaVocê decide quando e quanto
EntregaFrota do app ou sua, conforme a praçaSua frota ou parceiro

Os números estão em quanto custa vender no iFood e em quanto custa um sistema para restaurante. Feche a conta com o seu contrato antes de mudar a mistura.

O que o marketplace faz melhor?

Sem torcida, o que ele entrega e é difícil replicar sozinho:

  • Descoberta. Gente com fome abrindo um app sem saber ainda onde vai pedir. Nenhum link próprio nasce com esse tráfego.
  • Confiança de quem nunca comprou de você. Cliente novo arrisca mais fácil onde já tem cartão salvo.
  • Logística pronta, nas praças com frota. Se falta entregador na noite de pico, isso resolve um problema real.
  • Campanhas de destaque e reativação que você não opera.

O que o canal próprio faz melhor?

  • Margem. Custo fixo não acompanha o crescimento: um sábado excepcional é seu inteiro.
  • O dado do cliente. Nome, telefone, endereço e histórico ficam com você — dá para ligar para quem não pede há 60 dias.
  • O preço, se você quiser. Como não há comissão no seu link, dá para praticar ali um preço menor que o da vitrine do app. É uma decisão consciente, não um brinde: de um lado, ganho de margem e um motivo concreto para o cliente migrar; do outro, o risco de ele comparar as duas telas e reclamar de estar pagando mais num canal que também usa. Antes de mexer, leia o que o seu contrato diz sobre preço — em alguns planos e praças isso é cláusula, não detalhe.
  • As regras do seu produto. Meio a meio cobrado do seu jeito, tamanhos, adicionais, borda, observação da cozinha. Quem trabalha com pedido de pizzaria e meio a meio sabe o quanto isso muda a conta.
  • O relacionamento. Cupom de aniversário, fidelidade, aviso de status no WhatsApp. Você fala com o cliente sem intermediário.

Quando faz sentido entrar num marketplace — e quando faz sentido reduzir?

Entrar costuma valer quando a loja é nova, quando há horários fracos que você não enche sozinho, quando falta entregador na praça ou quando o produto é de impulso e vive de ser visto.

Reduzir costuma valer quando a recompra é alta e a marca já é conhecida no bairro, quando a margem do prato não cabe no custo do canal, ou quando o pico já estoura a operação — aí o gargalo não é canal, é cozinha, e vale resolver antes de perder pedido no pico.

E reduzir não é um botão de liga-desliga. Dá para diminuir o raio no app, sair do horário em que a cozinha já está cheia, tirar da vitrine os itens de margem apertada, parar de bancar cupom. Uma mudança por vez, 30 dias rodando, e olhe o faturamento total da loja, não o do canal. Se o total caiu, a migração não aconteceu — a venda evaporou.

Como levo o cliente recorrente para o canal próprio?

A migração é feita de gestos pequenos, repetidos em todo pedido que sai da sua cozinha. Antes de imprimir mil cartões, leia o que o seu contrato permite incluir na embalagem — as regras variam e mudam.

O que funciona, na ordem de esforço:

  1. QR Code na embalagem. O cliente acabou de comer bem: é o melhor momento da relação inteira. Um adesivo com "peça direto" resolve. Sem link ainda? Comece por como montar um cardápio digital com QR Code.
  2. Cupom válido só no primeiro pedido pelo canal próprio. Não precisa ser agressivo: bebida, borda ou a taxa de entrega já servem. O objetivo é criar o hábito, não comprar a venda.
  3. Um item que só existe no seu link. Combo da casa, sobremesa, tamanho família. Evita comparação direta de preço e dá motivo para abrir o seu cardápio.
  4. O WhatsApp da loja no material impresso. Quem pergunta por lá recebe o link e já pede pelo canal próprio.
  5. Ligar de volta para quem sumiu. Só dá para fazer isso com o cadastro que o canal próprio guarda.

Uma trava: pedir no seu link precisa ser mais fácil que no app, não só mais barato. Se o cliente tropeça no checkout, ele volta e não tenta de novo. O que precisa estar em pé antes está em automatizar pedidos pelo WhatsApp.

Qual mistura de canais faz sentido para a minha loja?

Depende de quanto a sua marca já é conhecida no bairro.

Situação da lojaPapel do marketplacePapel do canal próprio
Loja nova, ninguém conhecePrincipal, é a vitrineMontar agora e usar em todo pedido entregue
Já tem clientela fielAquisição de gente novaReceber a recompra, com cupom e cadastro
Marca forte no bairroComplemento, para horários fracosCanal principal, onde está a margem

Não existe percentual ideal de divisão. Existe uma direção: a fatia do canal próprio sobe mês a mês, sem que o total caia.

Por onde começo se hoje eu só tenho o aplicativo?

Pelo mais barato de testar: publique o cardápio digital com link e QR Code, defina as zonas e taxas de entrega e crie um cupom de estreia com prazo. Depois cole o QR em toda embalagem e acompanhe uma métrica por mês: quantos pedidos entraram pelo seu link. Enquanto esse número subir e o total não cair, a mistura vai para o lado certo.

O Alinhafood cobre esse lado próprio: cardápio digital com link e QR Code, pedidos em tempo real, cupons, zonas de entrega, caixa e cadastro de clientes, por mensalidade fixa e sem comissão sobre a venda. No Pix, o código sai da chave do próprio restaurante e o dinheiro cai direto na conta da loja. E o que ele não faz: não integra com iFood, Rappi ou qualquer marketplace — os pedidos desses canais continuam entrando por onde entram hoje.

Se ajudar na comparação, os planos e o que vem em cada um estão abertos, e o teste de 7 dias sem cartão fica em criar conta.

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O teste do Alinhafood dura 7 dias e não pede cartão.

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